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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ano Novo e muito futebol bom pela frente!

Que o ano começou muito bem para o Corinthians, todo mundo já sabe.

Ronaldo (tá ficando em forma, o cara!), mais cinco atletas de bom nível, preparação começando cedo, time montadinho, dois jogos-treino, um amistoso, com adversário de bom nível, enfim: nem parece o Corinthians!

Aliás, até a imprensa, que costuma menosprezar tudo o que é feito no Corinthians (muitas vezes, com razão), jogar o nosso clube pra baixo, tirar um sarro da gente, deu a mão à palmatória.

Só espero que não seja um mau presságio. O Corinthians sempre se deu bem quando a previsão era ruim. Desorganizado, levado nas coxas, somos o maior clube do País. Claro que temos vários defeitos, como a falta de um estádio que comporte nossa torcida (temos uma casa, mas é pequena demais para nós), a falta de uma Libertadores da América, apesar de sermos campeões mundiais... mas somos os maiores, temos a maior torcida, temos mais títulos, temos mais histórias emocionantes. Somos os maiores, porque é na dificuldade que encontramos força e, uma vez que estamos na decisão, nos agigantamos tanto que são raras as ocasiões em que perdemos.

Mas isso não é desculpa para não fazermos o que deve e está sendo feito. Se, bagunçados, somos o que somos, imagine se tivermos organização, planejamento, dinheiro, comissão técnica, time e publicidade. Temos o exemplo ao lado: apesar de ter as minhas dúvidas quanto à veracidade de tudo o que é dito (como tenho s dúvidas em relação ao que é dito sobre o Corinthians), o São Paulo se modernizou na última década, se agigantou e os frutos, hoje, estão nesta hegemonia momentânea de campeonatos brasileiros.

Clube bagunçado ganha títulos. Clube organizado tem hegemonia. Concordo quando dizem que o futebol brasileiro terá menos "grandes", daqui por diante. Com o apequenamento dos campeonatos estaduais, a tendência é de que somente quatro a cinco clubes, no cenário nacional, se destaquem e formem uma elite do Brasileirão. Hoje, eu apostaria em três nomes certos: Corinthians, São Paulo e Internacional-RS. O Palmeiras fica como uma quarta posta, mais uma torcida, mesmo, pois sempre foram nossos maiores rivais, ainda são, e, com a provável eleição de Beluzo (não o conheço, muito menos os bastidores do Palestra, mas, pelo que ouço falar, é um cara jóia pra caramba), eles vão se arrumar de vez, apesar de eu ter um pé muito atrás com essa história de Traffic. Daí por diante, os candidatos a grandes são alguns, como Cruzeiro, Flamengo, Fluminense (nunca acreditem demais em clubes cariocas...), Santos (sempre esbarrou no problema de não estar numa capital), Grêmio... eu apostaria num Sport como grande força no Nordeste... e por aí vai.

O importante no Corinthians é seguir os passos que estão sendo seguidos, com mortização de dívida, democratização do clube, rotatividade na presidência e muita transparência (talvez esse seja o grande pecado da atual administração) em tudo.

Só assim, Ronaldo dará certo. Só assim, ele servirá de exemplo a outros jogadores, que precisam enxergar que a solução não está (mais) e ir para a Europa, que vale a pena ser estrela no Brasil e, assim, abrirá caminho para Deco e outros voltarem e muitos ficarem.

Piada Palestrina - Que o futebol está virando esporte de "brucutus", com esquemas cada vez mais preocupados em defender, com superpopulações de volantes e zagueiros, todo mundo sabe. Mas Luxa, mais uma vez, inova e monta um time SEM ATACANTES. Lindo. Resultado: Rio Claro (time da SEGUNDA DIVISÃO PAULISTA) 3x0 Palmeiras. Heheheh.

Paulistão Forte - Com Corinthians e São Paulo formando super-times e mantendo suas boas bases, Santos e Palmeiras contratando bem (apesar da falta de atacantes do porco) e Barueri, São Caetano, Portuguesa, Ponte Preta e Guaratinguetá formando bons times, São Paulo terá um campeonato divertidíssimo, sem dever nada a campeonatos médios europeus, como o francês e o português.

Brasileirão Fortíssimo - Além dos paulistas vindo com a corda toda, teremos Flamengo, Sport, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio e Internacional (este último com uma baita seleção) muito fortes para o nacional. Se ano passado, sem Corinthians e com os times em formação, já foi um baita compeonato, este ano promete ser o maior de todos os tempos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

2009 já começou para nós. E para você?

No ano em que comemoramos dez anos do bi, conquistado em 1998, em cima do Cruzeiro, especialmente neste dia, podemos dizer que passamos por um dos mais importantes anos da história do Corinthians.

Não pelos títulos, conquistas, vitórias... nada disso, afinal, disputamos uma vergonhosa Segunda Divisão, contra clubes que, se compararmos com a nossa história, talvez nem aparecessem numa nota de rodapé, tal como a poeira cósmica perto de uma estrela.

Mas ouso dizer que este ano serviu como um respiro para nós e, talvez, tenha sido um importante ano para voltarmos a ser o maior dos clubes deste país, como éramos quando apenas torcida importava. Mas não importa mais. E os avanços que tivemos durante este doloroso 2008, conseqüência de uma meia-década de desastres, apesar de respiros de glórias, culminando com um previsto 2007 (o rebaixamento era previsto, só não sabíamos quando iria acontecer), foram significativos. Aprendemos a lidar com o futebol não mais apenas como aquela paixão desenfreada, mas como um negócio, que pode gerar lucro ou nos enterrar em dívidas (como nos enterrou, especialmente nos anos MSI), e aprendemos isso com muitos acertos.

Com uma campanha de Marketing (com o perdão do anglicanismo, afinal, somos ou não o Corinthians?) atrás da outra, umas bem sucedidas, outras nem tanto, aprendemos a tirar proveito desta paixão que é o Corinthians e transformar isto em divisas, que é, feliz ou infelizmente, aquilo que faz um time campeão no fitebol de hoje.

A cartada final foi genial. Com Ronaldo no Corinthians, nos tornamos, definitivamente, a mais valiosa marca do futebol nacional, e vamos, com isso, arrecadar um dinheiro nunca antes visto nos clubes brasileiros.

Parafraseando nosso Presidente, "nunca na história deste país" houve uma jogada tão genial em termos de plano mercadológico esportivo.

Só espero(amos) que o Fenômeno jogue. Daí, sim, oderemos dizer que foi a maior contratação do futebol brasileiro em todos os tempos.

E que, para todos os Corintianos (e os outros, também), 2009 seja um ano, literalmente, FENOMENAL.

Luiz Salles, corintiano, maloqueiro, roxo, louco, sofredor, graças a Deus!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Gigante voltou... mas será que acordou?

Fomos campeões.

Graças à minha lentidão, não foi possível colocar, aqui, a enquete para a escassa torcida que acessa este blog, que perguntaria se o leitor era à favor ou contra o título de campeão da Série B. Too little too late. Também, com os adversários colaborando tanto, fica difícil não ser campeão. Provavelmente, ficaria muito na cara que o Corinthians entregou os jogos e, mesmo assim, estaríamos arriscados a sermos campeões "sem querer".

Mas tudo bem.

Mano Menezes até que estava certo em sua declaração, quando disse que vergonha estava em cair para a segundona, e não em ser campeão da mesma. Já que caiu, que fizéssemos o esperado e massacrássemos os nanicos.

Mas, agora, uma pergunta paira nas dezenas de milhões de cabeças corintianas Brasil afora: "e agora?"

O gigante voltou (quase chorei quando cantei junto com a galera, no Corinthians e Paraná, que "o Coringão voltou!"), mas será que ele acordou?

Será que aprendemos com os nossos erros? Será que as falhas administrativas da gestão anterior foram corrigidas, ou será que foram só jogadas para debaixo do tapete? Será que o Kia morreu (para nós, óbvio), mesmo? Quem é esta misteriosa empresa, que anda dando partes de jogadores ao Corinthians, sem querer nada em troca?

É importante notarmos que a nossa volta à primeira divisão pode, sim, representar uma volta por cima, desde que tenhamos as respostas a todas estas perguntas e tantas outras mais, porque, apesar da renovação, esta transparência não está tão transparente assim, como dizem.

A mais recente trapalhada da diretoria repete a falta de sincronismo de outrora, uma vez que, enquanto o nosso excelentíssimo Presidente, Andrés Sanches, faz uma mal-explicada viagem para a Europa, supostamente, atrás de reforços impossíveis, nosso glorioso (e antiético) diretor de futebol, Antonio Carlos (o nosso querido "Tonhão"; quem assistiu, comigo, a final do Paulista de 1993 sabe de quem estou falando) dava entrevistas aqui, no Brasil, dizendo, em pleno começo de novembro, que acabara de "fechar a folha de pagamento de outubro" e que não sabia "como vamos fazer para fechar a de novembro, pois não há mais receitas a receber".

Enquanto isso, Mário Gobbi apronta: ele quer fazer uma festa NO SAMBÓDROMO (que é perto da sede da Gaviões da Fiel - mais oportuno, só se fosse na própria), com trio elétrico e tudo, para comemorar o "campeonato"!

Fico, e encerro aqui, com a frase atribuída a Antonio Roque Citadini (este, sim, seria um bom Presidente), mas que não sei se é real, apesar de ser genial: "Comemorar o campeonato do Corinthians na Série B é como fazer um churrasco praquele primo que acabou de sair do presídio. Você até faz, mas tem vergonha de dizer o motivo..."

Luiz Salles, corintiano, maloqueiro, roxo, louco, sofredor, graças a Deus!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Prognósticos

Andei brincando com o simulador de resultados do GLOBO.COM, no Brasileirão da Série A (eu faria com o da Série B, se tivesse alguma curiosidade... como não haverá surpresas, fiquei só com o da A, mesmo).

Me considerei uma fonte confiável de resultados, uma vez que estou imparcial nesta busca por título (realmente, entre Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, São Paulo e Flamengo, eu adoraria que o Corinthians ganhasse o campeonato), e até me diverti com a brincadeira, uma vez que, observando rodada a rodada, o campeonato deste ano já pode ser considerado o mais emocionante e equilibrado do recém-iniciado século.

Foi o maior barato: na parte de cima, abriga é acirradíssima e, daqui a umas três rodadas, o Palmeiras deve assumir a liderança, que será tomada pelo São Paulo a quatro rodadas do final, mas recuperada novamente pelo Palmeiras na última rodada, que ficará 1 ponto à frente dos rivais São Paulo e Grêmio, onde o desempate sai em favor dos paulistas. Na briga pela quarta vaga da Libertadores, o Inter bate na trave, chega a empatar em pontos com o Cruzeiro, mas os mineiros ficam na competição sul-americana nos critérios de desempate.

O Flamengo briga até o final, mas Cruzeiro e Inter abrem dois pontos na última rodada.

No pelotão do meio, fora a arrancada do Inter e a estabilidade do Goiás, nada muda muito.

Já na rabeira... Atlético-MG, Santos, Atlético-PR, Portuguesa e Ipatinga protagonizam uma briga por duas vagas na Série B digna de documentário daqueles de fazer chorar no saída do cinema.

O Santos vai abrir três pontos da Zona em poucas rodadas. E vai se valer disso até a penúltima rodada, quando vai estar empatado com a Lusa e o Ipatinga, lutando pra não ficar com a última das quatro vagas (até então com a Portuguesa), um pontinho atrás do Atlético-MG.

Este, sim, vai fazer chorar seu torcedor. Hoje o menos provável de cair, o Galo tem a pior tabela dos que estão ameaçados e, apesar de manter sua posição levemente acima dos adversários diretos, empata com o Flamengo na última rodada e fica com a vaguinha na Série B.

O Atlético-PR define sua situação com três rodadas de antecedência. Caem: Fluminense (lanterna), Vasco (vice, até nisso), Atlético-PR e Atlético-MG.

Escapam (na última rodada) Santos (2 pontos), Ipatinga e Lusa (desempate).

Muito emocionante.

E, nos jogos de ontem, eu acertei na mosca, exceto por ter apostado em um 2x0 para o Cruzeiro, contra o Sport, e ter sido só 1x0.

Veremos!

Luiz Salles, corintiano, maloqueiro, roxo, louco, sofredor, graças a Deus!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Até a hora de vossa morte.

E, finalente, o velho saiu!

Ontem, numa reunião do conselho deliberativo do Corinthians, foram votadas as exclusões do quadro de sócios do senhor Alberto Dualib e do senhor Nesi Cury.

É, sim, uma vitória, afinal, como disse, ontem mesmo, Benjamin Back, no programa "Estádio 97", são 101% culpados por tudo o que aconteeu na trágica última década do Timão. Mas há alguns poréns a serem observados.

Há muita gente dentro da diretoria, incluindo, com muitos méritos, o Presidente, que precisa, e muito, explicar o que acontecia na gestão fraudulosa do Sr. Dualib, pois todos remavam o mesmo barco, alguns, inclusive, dando declarações de admiração ao Sr. Cury que, ao que alguns alardeiam por aí, é o verdadeiro responsável por todo imbróglio da parceria MSI, que culminou na nossa cavada um pouco mais profunda no poço.

Como o próprio Benja (olha a intimidade) disse, é importante que o movimento "Fora Dualib" não acabe, apenas mude de nome, tornando-se uma célula investigativa perante ao Clube.

E é importante, também, ao contrário do que o Doutor Osmar afirmou no programa de hoje, na hora do almoço, que o Ministério Público não se dê por satisfeito e não páre as investigações sobre esta gestão Dualib tão cedo.

Luiz Salles, corintiano, maloqueiro, roxo, louco, sofredor, graças a Deus!